Bom dia!
Hoje quero dividir uma história de uma mansão antiga que quase foi arruinada. Esse casarão em San Telmo, de meados do século XIX, por pouco não desapareceu para dar lugar a um estacionamento. Já estava nesse caminho, até que um casal decidiu enxergar o potencial desta casa antiga.
Recentemente reconhecida como uma figura importante da cultura de Buenos Aires, a pintora Gloria Audo e seu marido, José María Fernández Alara, chegaram até essa casa quando o bairro ainda era visto como uma área esquecida da cidade, onde poucos se arriscavam a recuperar construções tão antigas. O estado da mansão era bastante delicado, o imóvel havia sido dividido entre várias famílias e apresentava sinais claros de desgaste. A recuperação levou anos, sempre com a intenção de preservar o que ainda existia.
“Para que vocês querem este imóvel?”, perguntou o arquiteto Osvaldo Giesso, responsável pelo leilão judicial. “Para preservar o máximo possível e transformá-lo em uma casa de família”, responderam. Os outros interessados eram construtoras decididas a demolir tudo para erguer prédios ou estacionamentos. Giesso, que já acreditava no valor daquele pedaço da cidade, deu preferência ao casal e depois acompanhou de perto toda a obra. Foram três anos de trabalho intenso, com 46 caminhões de entulho retirados até que a casa começasse, aos poucos, a revelar novamente sua estrutura original.
Gloria conta que o processo foi quase como conversar com a própria casa. “A cada parede que caía, apareciam pistas do que existiu antes. Nosso trabalho foi ouvir esses sinais e respeitar o que fazia sentido permanecer.” Muitos elementos foram recuperados ou reinterpretados, como pisos, portas e detalhes construtivos que ajudaram a recompor a identidade do lugar. “Não queríamos uma casa nova com aparência antiga, queríamos que ela continuasse sendo o que sempre foi, apenas habitável novamente”, relembra.
Hoje, reconhecida como parte da memória da cidade, essa casa segue de pé, lembrando que nem tudo precisa ser apagado para dar lugar ao novo. Algumas construções pedem permanência, pedem cuidado, pedem continuidade.
Até a próxima!
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