Em um canto do leste de Londres, um jardim foi criado para oferecer ao seu proprietário, um compositor, espaços de contemplação, inspiração e agradável convivência com a natureza.
Desenvolvido pelo escritório inglês Farlam & Chandler, o projeto recebeu o nome A Song Writer’s Sanctuary. Sua composição combina a delicadeza das plantas com a presença marcante de pedras antigas, estruturas de aço e caminhos que conduzem a diferentes ambientes.
Nada parece excessivamente planejado. As plantas avançam delicadamente sobre as passagens, acomodam-se entre as pedras e envolvem os espaços de permanência. Ao mesmo tempo, linhas precisas de aço organizam o jardim e estabelecem um interessante contraste com as superfícies desgastadas pelo tempo.
Arcos cobertos por roseiras ‘New Dawn’ e outras trepadeiras perfumadas anunciam a passagem de uma área para outra. Além de acrescentarem altura ao jardim, eles criam uma sequência de pequenos cenários, fazendo com que cada trecho seja percebido aos poucos.
Entre a vegetação abundante, surge uma área reservada para refeições. Protegida pelas plantas e revelada por meio dos arcos, ela oferece privacidade sem perder a ligação com o restante do jardim.
As diferentes alturas do terreno também foram aproveitadas para formar ambientes mais acolhedores. Degraus, caminhos estreitos e mudanças sutis de nível fazem com que o passeio seja parte importante da experiência.
Um antigo recipiente de pedra foi utilizado como fonte. Cercado por folhagens e flores, ele ganhou uma nova função no jardim. O movimento da água acrescenta som e serenidade ao espaço, enquanto sua aparência envelhecida estabelece uma bela ligação com os demais materiais.
A escolha das plantas contribui para a atmosfera romântica e espontânea do projeto.
Roseiras, trepadeiras perfumadas e plantas perenes aproximam o jardim da casa. Em vez de uma separação definida entre interior e exterior, há uma transição delicada, formada por aromas, texturas e uma bela vegetação.
Até mesmo as flores secas e as sementes permanecem no jardim. Elas mostram que a beleza não está presente apenas durante a floração. O passar das estações também faz parte do projeto, modificando cores, volumes e movimentos ao longo do ano.
Este é um jardim que convida a caminhar devagar. Existem lugares para se sentar, observar a água, acompanhar o crescimento das plantas ou simplesmente deixar os pensamentos seguirem livremente.
Para alguém que trabalha com palavras e melodias, talvez o jardim seja também uma espécie de composição. As pedras estabelecem o ritmo, os caminhos conduzem a narrativa e as flores aparecem como pequenas notas de cor.
Um jardim para observar e escutar.
Até a próxima!
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